MUNDO DA LUA

“Mas o que é que esta criança está aqui a fazer?

É que não faz e nem deixa fazer!”

Não faz o quê?!? E nem deixa fazer porquê?!?

As crianças têm o poder de se manterem no seu mundo, em que nós, adultos, fazemos questão de os tirar de “lá”!

Há crianças com maior capacidade de aceitar o “mundo dos adultos” ou o “mundo civilizado” e outras que se querem mesmo manter no seu mundo, o mundo que adoramos chamar de “Mundo da Lua”….

Existe algo maravilhoso e mágico que quero partilhar contigo. Queres saber? Experimenta viajar até ao mundo dessas crianças. Adoro quando me sento junto delas e as observo com atenção e amor e, aos poucos, vou-lhes pedindo “licença” com o meu corpo para viajar com elas.

A Lara, por exemplo, adora cantar e quando canto com ela entro no seu mundo. O Tiago adora bolas de sabão e assim que começo a soprar, os seus olhos brilham para os meus e sorri. O João Paulo dá tudo para colorir uma Mandala, então sento-me a colorir com ele. Para o Afonso é um desafio controlar as emoções, por isso respiramos os dois.

E será que é mesmo importante que saia do Mundo da Lua?

Sou muito boa a manter me no Mundo da Lua. E Adoro! O meu está cheio de fantasia. Chuva brilhante, amor, pensamentos bons e desafiantes. Posso simplesmente estar a apreciar uma flor ou a sentir o vento na minha cara. Ou até a contemplar o cabelo da pessoa que estou a ouvir. Mas estou no meu Mundo da Lua e gosto de lá estar. É o meu refúgio.

Sabes o que acontece quando me obrigam a sair de lá? Fico extremamente triste e irritada. E o pior é que por vezes sou chamada para “Terra” das formas mais evasivas possíveis!

É exatamente o que acontece com as crianças. Fazemos questão de que larguem o Mundo da Lua e venham para Terra o mais rápido possível, pois perfeito era nunca lá terem estado!

Isto é feito de diversas formas: com gritos, com um “abanão”, com um interrupções constantes, enfim… O importante é que esteja tudo em Terra e não interessa de que forma, nem como, a criança poderá reagir a isso.

Muitas das vezes a criança não reage da melhor forma. Há crianças que se assustam, outras que choram, há crianças que ficam agitadas, outras que gritam e até há crianças que se tornam violentas.

É importante pararmos e observarmos, com amor, a criança que está permanentemente no “Mundo da Lua” e perceber porque não quer sair de lá.

É um privilégio quando estes meninos me permitem entrar no seu mundo. Nem sempre resulta. Nem sempre querem cantar ou apreciar a magia das bolas de sabão. Por vezes querem apenas “ESTAR”. Estar sem mais nada ou ninguém. ESTAR!

Eu estou grata a estas crianças. Foi com elas que recordei como é bom apenas ESTAR. E é tão importante quando aprendemos a respeitar um Ser que apenas quer ESTAR.

 

Diana Flor

Professora de Babyoga e Playoga da Escola Babyoga Portugal

 

Em 2010 liguei me as terapias alternativas. Comecei a trabalhar com gravidas e crianças através do reiki e medicina chinesa. Achei pouco. Precisava de algo que trabalhasse a conexão entre a mãe, o pai e a criança.

Foi então que em 2014, tinha o meu filho ano e meio, tive conhecimento da escola Babyoga Portugal.

Confesso que quando me inscrevi não sabia “ao que ia”. Não sabia muito bem se me estava a inscrever como Terapeuta ou como mãe. E nem sabia muito bem o que era isto do Babyoga. O que trouxe no primeiro dia de formação foi muito mais do que levei.

Neste momento dou aulas de Babyoga e Playoga em escolas e em vários espaços. Abri o ANANDA, um Estúdio de Yoga em Torres Novas. Faço questão de investir em mim e na minha formação. Tudo flui!

 

Acede ao perfil da professora AQUI!

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