“Tu estás uma bruxa má!”

Hoje quero agradecer a todas as crianças que têm feito parte do meu caminho. Quero agradecer-lhes por me mostrarem o Amor e a Verdade.

Quem lida com crianças sabe que não há “fretes” e o que há para dizer é dito na hora! E como sentem que deve ser!

Quando comecei a dar aulas de yoga a bebés e crianças acreditava que estava mais resguardada. Isto porque para mim expor-me causava-me pânico. Usava como desculpa os adultos serem uma “seca”, fariam tudo o que eu sugerisse.

Mais tarde descobri que tinha medo da crítica.

Pensei: “Surpresa Diana! As crianças são mesmo verdadeiras e dizem tudo!”

Estava um dia de muito calor mesmo no final do mês de Maio, era uma atividade extra curricular: 23 crianças com idades compreendidas entre os 4 e os 6 anos.

Quando os vi chegar pensei “como posso eu tornar a tarde destes meninos divertida?”

À medida que iam entrando na sala uns deitavam-se na manta, outros corriam, outros gritavam, outros pediam para ir fazer xixi até que entra a Alice, com um ar entediado e diz-me: “Vou mas é pedir a minha mãe para me tirar do yoga” e foi sentar-se num canto da sala encostada aos pés de uma mesa a brincar com o elástico do cabelo.

Eu fiquei ali sentada. Estavam todos ocupados. Ninguém reparou que eu estava ali? Só a Alice?

Respirei por uns momentos e levanto-me cheia de energia e começo uma dinâmica de posturas com animais mega divertida. Acreditava eu!

“Então meninos? Estão muito preguiçosos hoje!” – Disse-lhes eu convencida de que lhes traria ânimo.

A Alice, que continuava sentada no canto da sala, com toda a sua coragem disse bem alto:

“Até podemos estar preguiçosos mas tu estás uma bruxa má! Toda despenteada, vermelha, desatilada e a obrigar a fazer o que não queremos.”

Fiquei sem reacção! Eu queria tornar a tarde divertida mas nem lhes perguntei o que precisavam naquele momento. O que sentiam. O que tinham vontade de fazer.

Concertei a minha roupa e sentei-me. Apanhei o cabelo. A Alice estava com um ar aflito e veio rapidamente pedir-me desculpa.

Respondi-lhe: “Alice. Está tudo bem. Eu sim preciso de vos pedir desculpa. A todos!”

Aquela menina foi muito corajosa. E estou-lhe mesmo grata por me ter mostrado como a aula estava a ser uma “seca”. O que é divertido para mim, num determinado momento, não tem que ser para mais ninguém.

Sabes como terminamos a aula? A sentir a “Bruxa” que temos dentro de nós. E olha que nem todas têm que ser feias, narigudas, más e com verrugas.

 Descobrimos lindas bruxinhas dentro de cada um de nós.

Com Amor,

Diana Flor

 

Professora de Babyoga e Playoga da Escola Babyoga Portugal

“Em 2010 liguei me as terapias alternativas. Comecei a trabalhar com gravidas e crianças através do reiki e medicina chinesa. Achei pouco. Precisava de algo que trabalhasse a conexão entre a mãe, o pai e a criança.

Foi então que em 2014, tinha o meu filho ano e meio, tive conhecimento da escola Babyoga Portugal.

Confesso que quando me inscrevi não sabia “ao que ia”. Não sabia muito bem se me estava a inscrever como Terapeuta ou como mãe. E nem sabia muito bem o que era isto do Babyoga. O que trouxe no primeiro dia de formação foi muito mais do que levei.

Neste momento dou aulas de Babyoga e Playoga em escolas e em vários espaços. Abri o ANANDA, um Estúdio de Yoga em Torres Novas. Faço questão de investir em mim e na minha formação. Tudo flui!”

Acede ao perfil da professora AQUI!

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